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Transtorno do pânico: sintomas, crises e tratamento

O transtorno do pânico é uma condição em que a pessoa tem crises repetidas de ansiedade extrema, os ataques de pânico: episódios de medo tão intenso que ela pode achar que vai morrer, desmaiar, infartar ou enlouquecer. As crises atingem o pico em poucos minutos, vêm com sintomas físicos fortes e, com o tempo, trazem um segundo problema: o medo constante de ter uma nova crise.

O que é um ataque de pânico?

O ataque de pânico é o nosso cérebro ativando o mecanismo de luta ou fuga. Esse mecanismo existe em todos nós e é muito útil diante de um perigo real: ele prepara o corpo para lutar ou para fugir. O coração acelera, a respiração fica mais rápida, os músculos recebem mais sangue.

No transtorno do pânico, esse alarme dispara sem um estressor que exija essa resposta do corpo. Algumas pessoas têm ataques ao dirigir, por exemplo. Embora uma viagem de carro tenha seus riscos, a descarga de adrenalina de um ataque de pânico, com o corpo se preparando para lutar ou correr, não é a melhor resposta para essa situação. Pelo contrário: ela é desadaptativa, porque piora a performance justamente quando a pessoa precisa de calma e atenção.

Sintomas comuns durante uma crise

  • Coração acelerado ou palpitações
  • Falta de ar ou sensação de sufocamento
  • Dor ou aperto no peito
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Formigamentos, calafrios ou ondas de calor
  • Tremores e suor
  • Náusea ou desconforto abdominal
  • Sensação de irrealidade ou de estar fora do próprio corpo
  • Medo de morrer, de perder o controle ou de enlouquecer

A crise pode surgir com ou sem um fator estressor reconhecível. Muitas pessoas procuram a emergência repetidas vezes achando que é um problema cardíaco, e os exames vêm normais.

O medo da próxima crise

Tão importante quanto a crise em si é o que acontece entre as crises: o medo de ter uma nova. É esse medo que faz a pessoa se fechar cada vez mais e perder autonomia. Ela deixa de ir ao trabalho, de ir ao shopping, de estar em lugares públicos e, em casos mais graves, de sair de casa. Alguns pacientes ficam tão receosos que evitam ficar sozinhos por alguns minutos, com medo de ter uma crise e não ter ninguém para socorrê-los.

Esse comportamento de evitação alimenta o transtorno: quanto mais a pessoa evita, mais o medo cresce e mais a vida encolhe. Quando a evitação se espalha para muitos lugares e situações (transporte, filas, multidões, sair desacompanhado), o quadro pode evoluir para agorafobia.

Como é o tratamento do transtorno do pânico?

O tratamento é individualizado e definido em consulta. De forma geral, combina acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia, e caminha por etapas: primeiro reduzir a frequência e a intensidade das crises, até aboli-las por completo.

Um ponto merece destaque: a ausência de crises não é, sozinha, sinônimo de recuperação. É fundamental avaliar se a pessoa voltou a se expor às situações que antes evitava. Ficar sem crises trancado em casa não é recuperação plena. O objetivo do tratamento é que a pessoa retome sua rotina, seu trabalho e sua liberdade de ir e vir sem medo.

Quando procurar ajuda?

Procure avaliação psiquiátrica se você tem crises repetidas de medo intenso com sintomas físicos, se vive preocupado com a possibilidade da próxima crise ou se percebeu que está evitando lugares e situações por causa disso. Quanto mais cedo o quadro é tratado, menor o impacto na sua autonomia.

A avaliação pode ser feita por videochamada, com a mesma validade da consulta presencial: veja como funciona a consulta psiquiátrica online com o Dr. Rômulo Kunrath.

Perguntas frequentes

Ataque de pânico pode causar infarto?

O ataque de pânico não causa infarto, embora a sensação seja assustadora. Os sintomas físicos vêm da descarga de adrenalina e passam em alguns minutos. De toda forma, sintomas como dor no peito merecem avaliação médica, principalmente na primeira vez.

Qual a diferença entre ataque de pânico e transtorno do pânico?

O ataque de pânico é a crise isolada, que muitas pessoas podem ter uma vez na vida. O transtorno do pânico é quando as crises se repetem e a pessoa passa a viver com medo da próxima, mudando seu comportamento por causa disso.

Transtorno do pânico tem cura?

O transtorno do pânico tem tratamento eficaz. Na maioria dos casos é possível abolir as crises e recuperar a rotina por completo. O acompanhamento adequado também reduz bastante o risco de recaídas.

Dr. Rômulo Kunrath, psiquiatra: tratamento do transtorno do pânico online

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Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, e não substitui uma consulta médica. O diagnóstico e o tratamento do transtorno do pânico devem ser feitos por um profissional qualificado, considerando o histórico individual de cada pessoa.

Revisão técnica: Dr. Rômulo Kunrath | Psiquiatra | CRM-PB 14932 | RQE 9681